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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Criação nacional!

Há muito que as miniaturas são usadas na publicidade, uma ferramenta forte que atrai olhares curiosos!

Não sei se todos sabem, mas a antiga Brasília da Volkswagen foi uma invenção brasileira (o nome do carro deixa isso bem óbvio!), do designer Marcio Piancastelli.

Esta é uma foto dos anos 70 muito interessante em que se pode ver uma detalhadíssima miniatura do veículo para ilustrar a criação!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Salamandra não é apenas um bicho!

Você certamente já ouviu falar em salamandras, aquele anfíbio que dá um pouco de medo e parece pré-histórico! Na minha casa em miniatura existem algumas salamandras, mas não são deste tipo!


As salamandras eram objetos muito utilizados em toda a Europa como fonte de aquecimento dos ambientes. Normalmente fabricadas em ferro fundido (muito pesadas), recebiam o carvão em compartimentos fechados por uma porta ou grelha e emanavam calor por um período.

A fumaça resultante da queima do carvão podia ser canalizada ou não. E normalmente, um balde ou outro recipiente contendo o carvão ou pedaços de madeira a serem queimados ficava ao lado da salamandra.

Na foto acima, a salamandra que fica embaixo da escada da sala de estar. E acima, a salamandra que fica no quarto do casal. Esta do quarto, em especial, possui uma pequena plataforma sobre a qual uma jarra para lavar as mãos ou o rosto poderia ser colocada de forma a manter a água morna.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Mini literatura!

Miniaturas de livros, a maioria dos quais com menos de três centímetros de altura e alguns menores que uma moeda de 1 centavo, têm encantado leitores por séculos.

Populares porque eram facilmente transportados às escondidas, o mais antigo impresso em forma de bloco (blocos que originaram os livros como os conhecemos hoje) ao qual se possa atribuir uma data precisa é uma impressão japonesa de cerca de 770 dC, parte das coleções da Biblioteca de Lilly, no Estado de Indiana - EUA.

Manuscritos em miniatura aparecem por toda a história da escrita. A bem da verdade, tabuletas cuneiformes estavam em uso já em 4000 aC, e continuaram a ser usadas ocasionalmente até por volta de 75 dC.

Elas eram freqüentemente utilizadas para documentos legais e recibos. Com o advento de materiais de escrita mais convenientes como o papiro, papel e pergaminho, manuscritos em miniatura passaram a ser feitos como pequenos rolos, e na forma de livros códice.


Tabuleta Cuneiforme babilônica, ca 2047-2039 aC




Manuscritos etíopes tradicionalmente acompanhados de embalagem própria partida em 2 peças.



Tradução exclusiva para o Nação Minimaníaca blog
Por Edie Brazil
Fonte: Biblioteca da Univerdade de Lilly - on line

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ao lado da cama...



Ao lado da cama, uma luminária, uma garrafa para água e uma vela...

Você deve se perguntar o motivo de haver uma vela junto com uma luminária ao lado da cama. Na época em questão, a energia elétrica já existia, porém, as redes não eram estáveis como são hoje. Assim sendo, eram comuns algumas horas ou mesmo dias sem esta facilidade.

A luminária é um belo trabalho em porcelana pintada à mão que, além de sua função básica, é uma bela peça de decoração.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O interior da famosa casa Queen Mary.

A sala de jantar, ricamente decorada.

Vê-se na cozinha da casa, pouco requintamento, tendo em vista que a realeza não a utiliza. Pode-se ver nas prateleiras porcelana chinesa.

Um dos fatores mais importantes desta casa é a riqueza nos detalhes e a qualidade deles. A cornija da porta de entrada do quarto, o dossel e suas passamanarias, a tapeçaria e as paredes cobertas de seda indiana.

A entrada da casa foi toda construída em puro mármore criando a atmosfera suntuosa do castelo da realeza britânica.

A sala de banho do rei é toda revestida de madre pérola e mármore verdadeiros.
Texto baseado no artigo "Queen Mary’s Dolls’ House" do blog Bonecas e Bonecas.

domingo, 23 de agosto de 2009

A casa de bonecas mais famosa do mundo!

Imagem da casa sendo embalada para transporte em 1924.

A casa de bonecas Queen Mary foi construída na escala 1/12, e mede cerca de 3 metros de altura. Ela funciona normalmente, como uma casa real, tendo instalações hidráulica e elétrica, bem como funcionamento de dois elevadores. Foi projetada por Sir Edwin Lutyens e só foi concluída em 1924, quatro anos após seu início, em 1920.

Sempre foi muito comum dentro do colecionismo e miniaturismo a inserção de ambientes retratando a realidade, retratando cenas, momentos da vida real. E com a Queen Mary Doll's House não é diferente. A casa reflete perfeitamente a época em que está inserida, e muitas das peças são réplicas exatas das existentes no castelo de Windsor.

A idéia de criar uma casa de bonecas para a rainha foi da prima do Rei, a princesa Marie Louise. Após retornar para casa de uma visita pra o Rei e a Rainha no Castelo de Windsor, a princesa Marie Louise encontrou sua mãe e sua irmã montando uma coleção de móveis em miniatura para a Rainha Mary.

A Rainha Mary era conhecida como colecionadora de objetos em miniatura, incluindo Fabergé, móveis infantis em prata e outros exemplos de ‘tiny craft’ (artesanato minúsculo). Isso deu a idéia à princesa Marie Louise que pediu à sua família que fosse encomendada uma casa de bonecas, como presente para a rainha.

A Princesa Marie Louise tinha muitas relações no mundo das artes e convidou artistas e artesãos da época para contribuir com suas especialidades na casa criada como um presente para Queen Mary, mas também para servir como um documento histórico de como a família real vivia durante aquele período na Inglaterra.
Texto baseado no artigo "Queen Mary’s Dolls’ House" do blog Bonecas e Bonecas.

sábado, 22 de agosto de 2009

Rainha Maria, dona de uma coleção invejável...


Acredito que a casa de bonecas mais famosa do mundo, mais comentada e mais visitada seja aquela que foi de propriedade da Rainha Maria (Queen Mary), consorte de George V, filha de Francis, príncipe e duque de Teck, e da princesa Mary Adelaide de Cambridge, neta de George III.

Ufa! Só sua linhagem já é suficiente para encher um livro, mas vale a pena conhecer um pouco de sua história.

Viveu entre 1867 e 1953 como uma apaixonada colecionadora e apreciadora de obras de arte, especialmente peças ligadas à história da Família Real Britânica como jade, peças em laca, prata, esmaltados, anéis, selos, memória dos Stuart, leques, pedras preciosas, jóias, porta-jóias, e itens Fabergé.
Texto baseado no artigo "Queen Mary’s Dolls’ House" do blog Bonecas e Bonecas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O que se sabe sobre o início do hobby das Casas de Bonecas?






Vamos falar um pouco sobre história? O Nação Minimaníaca blog quer ajudar você a conhecer melhor a origem do hobby que, aos poucos, conquista o Brasil!

Com traduções exclusivas de informações pesquisadas, você estará sempre por dentro de tudo.

Começaremos com os anos 1890, falando sobre casas de bonecas dobráveis:

A casa de bonecas dobrável McLoughlin, de 1894, ilustra o princípio deste hobby, caracterizada pela manufatura de brinquedos que antecede o século 20 a partir de uma fabricação industrializada, um atrativo para a classe média e a facilidade de transporte.

Neste caso, os quatro cômodos articuláveis e andares correspondentes podiam ser dobrados para caber em uma caixa plana de apenas 33 x 33 x por 2,50cm aproximadamente.

Os materiais eram leves: litografia colorida sobre papel colado em cartão com dobradiças de tecido vermelho. Localizada na cidade de Nova York, a empresa fabricava brinquedos a partir de finais dos anos 1850 e casas de bonecas a partir de 1875 até o início do século 20.

As crianças da época, sem dúvida, apreciavam o realismo e alta qualidade da mão-de-obra nas paredes e acabamento dos pavimentos - fatores que também atraem hoje os adultos colecionadores que podem decidir incorporar mobiliário de ferro e madeira do período a estas raridades.

As paredes eram de 12 polegadas e pareciam aceitar itens variando de pouco menos a um pouco mais que a escala 1:12. Os pavimentos originais eram brilhantemente concebidos e coloridos para representar tapetes, carpetes, parquetes e azulejos. Na verdade, a impressão é de vivas cores contradizendo o estereótipo "marrom" das décadas do final do século 19.

A noção de objetos tridimensionais retratados sobre uma superfície plana continua durante todo o século 20, por exemplo, em casas de bonecas suburbanas feitas em aço da década de 1950. Nos ambientes McLoughlin, a colocação de mobiliário de altura contra as paredes não parece adequado, bem como qualquer coisa que necessite de ser pendurada nas paredes.


Artigo e fotos de Jennifer McKendry para o About.com
Tradução e adaptação de Edie Brazil para o Nação Minimaníaca Blog

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A vitrine do bom gosto...


A sala de jantar, para a família vitoriana, além de ambiente de confraternização familiar, servia como vitrine do bom gosto ali residente, vez que as visitas eram convidadas a este espaço para jantares ou brunchs no meio da tarde.

Desta forma, não era difícil encontrar detalhes de decoração com bastante requinte como esculturas em mármore ou cobre com diversos acabamentos ou ainda, um relógio de mesa todo talhado em ouro como representei na minha casa.

Outros objetos tipicamente exibidos nesta área da casa eram as pratarias, louças, bibelôs em geral, porcelanas, peças em cristal, entre outros. Estes objetos buscavam, além de enfeitar os ambientes com sofisticação, mostrar aos convidados a valoriação da família sobre outras culturas distantes.

Dependendo do tipo de trabalho desenvolvido pelo patriarca da casa (como empresários mercadores), era possível que parte destes objetos tivessem sido comprados pessoalmente em outros lugares do mundo, o que dava extremo prestígio, consideradas as dificuldades em se realizar viagens internacionais à época.

As esculturas que se podem ver na foto são de um especialista em ourivesaria brasileiro e o relógio banhado a ouro 18K é entalhado à mão e vem de Toledo, na Espanha, onde este tipo de trabalho á bastante famoso e típico.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

E a casa de bonecas mais famosa do mundo?


A casa de bonecas mais famosa do mundo é a Queen Mary's. Esta casa foi projetada por Sir Edwin Lutyens, em 1924, e o seu paisagismo feito por Gertrude Jekyll.

A casa foi construída na escala 1:12, é completa e funcional, tendo funcionando a parte hidráulica e elétrica, bem como dois elevadores. Esta casa continua intacta e pode ser vista no castelo de Windsor na Inglaterra.

Por Wikipédia

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

E a primeira Casa de Bonecas?


A primeira Casa de Bonecas de que se tem notícias é datada de 1558, quando o Duque da Baviera, Albrecht V, mandou construir uma casa em miniatura para presentear sua filha, porém devido a riqueza do detalhamento e realismo da obra, o próprio Duque acabou por incluir a casa em sua coleção de obras de arte.

Esta casa foi destruída em um grande incêndio no ano de 1674 no palácio do Duque.

Por Wikipédia

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

E as louças?



Este armário de cozinha era normalmente chamado de comideiro ou guarda-louça. Não conhecido apenas dos europeus mas também dos americanos em geral, sabe-se que muitas casas no Brasil ainda têm este tipo de móvel bastante interessante.

Usualmente este móvel era utilizado na cozinha das casas para manter as louças organizadas, uma vez que se possuíam os "aparelhos" de jantar ou conjuntos completos de pratos em diversos tamanhos e para diversas utilidades, xícaras, travessas, molheiras, sopeiras, cremeiras, entre outras peças.

Mas fato é que as louças, muitas vezes importadas da Ásia ou de outros países da Europa, sempre foram verdadeiras obras de arte com pinturas feitas à mão e queimadas em processos complexos de fornos de altas temperaturas. Muitas vezes recebiam detalhes em metais preciosos como prata e ouro.

Desta forma, não foi difícil que este móvel aos poucos recebesse local de destaque nas salas de jantar, onde podiam ser exibidas as tão delicadas peças de porcelana com motivos, relevos e monogramas da mais alta qualidade.

No caso do móvel que está na minha casa em miniatura, a peça adquire o caráter tipicamente funcional, pois além de abrigar as louças no ambiente da cozinha, mantém em sua área fechada (na parte inferior) parte dos mantimentos da casa como enlatados em geral. No alto, podem-se ver latas de mantimentos e utensílios de cozinha, bem como em sua lateral direita.

Esta é uma peça considerada pequena (a que está em meu projeto), pois em muitas casas de mais alto padrão era possível encontrar este tipo de armário ocupando uma parede inteira e abrigando conjuntos de mais de 500 peças em porcelana que serviam para todas as ocasiões e para muitos convidados.

É interessante reparar nas gavetas que ficam ao centro do móvel, onde eram guardados os talheres. Talheres estes que, geralmente, também eram obras de arte da cutelaria em metais preciosos como prata e algumas vezes com relevos em ouro ou incrustação de pedras preciosas e semi-preciosas.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

E o que tem nesta pia?


A pia, pra ter aquele efeito mais realístico, tem louça suja! Isso mesmo, alguns pratos na pia ajudam a criar a idéia de movimento de que tanto temos falado aqui no Nação Minimaníaca blog.

Além disso, pode causar estranheza o fato de termos tanto torneiras quanto uma bomba manual nesta pia, mas existe uma explicação razoável pra isso. No período histórico em que situei o projeto da casa, que é nas décadas pós-vitorianas, muitas facilidades já existiam e já começavam a ser utilizadas pelas famílias como a energia elétrica e a água encanada.

Mas a verdade é que estas facilidades ainda tinham funcionamento bastante precário. Imagine dias em que a água não fluía pelas torneiras ou que a energia elétrica não estava disponível? Era preciso manter sempre uma segunda opção nestes casos.

Por isso, você vai encontrar neste projeto coisas como lamparinas à querosene e luminárias elétricas convivendo em harmonia!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Vai pro fogão, dona Maria!


Cuidar de afazeres domésticos neste período não era tarefa fácil! Na cozinha da minha casa um pouco disso está representado, como se pode ver na imagem acima.

O fogão, geralmente feito com materiais metálicos (como ferro fundido) era aquecido com o uso de lenha, o que obrigava a mulher a ir à procura de madeira para queimar quase todos os dias. Além disso, era necessário limpar diariamente as cinzas que sobravam em seu interior. E claro, pequenos acidentes como queimaduras eram muito mais comuns.

No inverno a lenha enxuta ficava cada vez mais rara e era preciso cozinhar com as tais máquinas de petróleo (uma espécie de lamparina gigante que funcionava com o uso de querosene), então, imagine o cheiro na cozinha e consequentemente, na comida!

Mas este cheiro era apenas um dos problemas! Os fogões à lenha expeliam fumaça dentro da casa, o que causava inúmeras doenças respiratórias em quem se prestava a ficar na cozinha durante muito tempo, como asma, bronquite e rinite alérgica, por exemplo, além de irritar constantemente os olhos.

Por outro lado, o antigo fogão fornecia água sempre aquecida à casa, pois existiam compartimentos especiais com esta finalidade nele e, também mantinham parte da casa aquecida durante o rigoroso inverno.