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terça-feira, 9 de março de 2010

Terapia com miniaturas!

Se você pensa que o miniaturismo é um simples hobby ou mesmo uma forma de "gastar dinheiro à toa", talvez não tenha ideia do alcance dos benefícios terápicos que a prática de miniaturizar objetos pode ter!

Um excelente exemplo disso vem das famosas chaleirinhas da miniaturista Betinha Murta. Depois de ter seu trabalho divulgado em uma revista especializada em artesanato, resultados inesperados e extremamente positivos começam a aparecer.

Quem dá a notícia é a terapeuta ocupacional Cecília Brandão que trabalha no Hospital e Maternidade São Camilo, na capital paulistana, na unidade de Transplante de Medula Óssea: "Mostrei esta revista para uma paciente que adorou e se propôs a fazer as mini chaleiras."

Cecília avalia que "por esta atividade tão delicada e caprichada, Vera [uma paciente] recebeu inúmeros elogios da equipe médica, enfermagem, psicólogos, outros pacientes, acompanhantes e de todas as outras pessoas que tiveram a oportunidade de ver as chaleiras. Ela ficou muito orgulhosa e contente com todos estes elogios."

Então, o Nação Minimaníaca blog parabeniza especialmente à Vera pelo talentoso trabalho, e também à Cecília e à Betinha pela cadeia de eventos positivos que as colocaram em contato!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Indignado!


Claro que os leitores do Nação Minimaníaca Blog não têm obrigação de saber disso, mas achei que deveria falar sobre este assunto por aqui. Afinal de contas, ser um colecionador que vive em países chamados "emergentes" como o Brasil não é tarefa fácil.

Infelizmente, não encontramos miniaturas sofisticadas facilmente por aqui, o que leva muitos de nós a recorrer à importação. Os problemas começam aí... Estou há 60 dias esperando por miniaturas que saíram da Ásia, depois de pagar mais de US$60 pelo frete.

É impressionante como as coisas funcionam: você entra num site, vê coisas que adora, com 2 ou 3 cliques você compra, seu cartão de crédito também adora, o vendedor imediatamente empacota e coloca no correio, ele te manda o número de rastreamento, você vê que saiu do país de origem, os dias passam, as semanas passam, a fatura do cartão chega, você paga, mais semanas passam, você entra em contato com o vendedor, ele fica consternado por não saber o que dizer, ele prova que enviou o produto, a empresa de correios internacional abre uma reclamação contra os Correios do Brasil, você abre uma reclamação com os Correios, ninguém responde, você se desespera e se sente um idiota...

Hoje, depois de mais de 60 dias sem ter idéia de por onde andava meu pacote e sem conseguir uma resposta coerente dos responsáveis, vi que o objeto aparece no site dos Correios com uma atualização: está no setor de NACIONALIZAÇÃO. E o que isso significa? Liguei para os Correios novamente. Eles dizem que é a Receita Federal a responsável por este setor e que não existe previsão de liberação do objeto, mas que pode levar mais de 10 dias úteis.

Em nenhum momento eu disse que me recusaria a pagar impostos sobre o produto. Só quero as minhas miniaturas! Aí continuo me perguntando: por que o funcionalismo público no Brasil é tão incrivelmente moroso, displicente e ineficiente? Por isso somos desacreditados e tantos vendedores internacionais se recusam a enviar os produtos para o país do futebol e do carnaval.

Quer um exemplo? Você conhece a famosa Doll's House Emporium? Uma das mais impressionantes lojas de miniaturas em escala 1/12 da Europa (sediada na Inglaterra), até alguns anos atrás, se aventurava em mandar produtos para ávidos colecionadores brasileiros. Atualmente, se você clicar em COMPRAR, vai ter de escolher o país de entrega. Escolha Brasil e receberá a simpática mensagem: "Desculpe, mas não entregamos para esta região".

Por que será?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Todos nós somos aprendizes

"(...) todos nós somos aprendizes de minis, a diferença talvez seja o direcionamento de cada pessoa para determinado material ou cena e à medida que vamos trabalhando, ficamos mais familiarizados com as opções; o importante é ter muito prazer em criar e buscar "saídas" para nossas idéias mirabolantes.

(...) todo o Grupo possui talento e com certeza a soma no final de tudo isso será um Museu cheio de coisas novas e representativas de cada região do nosso país. Uma das coisas que mais me chamam a atenção em nosso trabalho, é a visão "afroameríndia tupiniquim" das nossas peças. É bom demais nos inspirarmos em nossa cultura, em nosso dia a dia e reproduzir peças de fácil e rápida aceitação (este é o segredo...)".

Léo Furtado (miniaturista de Salvador/BA)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Feliz Ano Novo!


Espero que você, apaixonado por miniaturas, possa encontrar em 2008:

- Arbustos em que floresçam miniaturas bem na frente da sua casa;
- Miniaturas que brotem embaixo da terra no seu quintal;
- Uma cachoeira de miniaturas em sua próxima viagem de campo;
- Uma torneira de pia em que jorrem miniaturas;
- Pequenos seres de jardim que deixem uma miniatura ao lado de seu travesseiro todas as manhãs;
- Nuvens que façam chover miniaturas durante todo o verão;
- Bolsos de casacos em que apareçam miniaturas quando o inverno começar;

Mas também, que você encontre paz, amor, felicidade, saúde e que realize muitos sonhos!

À toda Nação Minimaníaca, um Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

A arte de miniaturizar nos permite ser livres


"Hoje levantei e aqui com "meus zipers" fiquei pensando , o que eu gostaria de desejar a você neste final de ano... felicidade, alegria, concretização de sonhos... tudo isto não é o suficiente para expressar o que sinto , acho que o que mais quero para você miniaturista é incentivá-lo a continuar nesta arte.

O que nos une ? O que caracteriza este grupo ? Será que apenas nosso gosto por miniaturas? Acho que não , o que nos une é que nós ousamos sonhar os sonhos de Deus... Em cada peça que confeccionamos , cada ambiente que montamos estamos indo além de "brincar de casinha" estamos criando , e lembremos que o dom da criação vem de Deus. É algo sublime e encantador vermos concretizado nossos sonhos.

A arte de miniaturizar nos permite ser livres , livres para criar , creio que por isto muito de nós não gosta de fazer coisas pré determinadas , projetos formatadinhos , vivemos em um mundo " real " cheio de regras e leis, onde tentam a todos custo nos controlar , e por isto não permitimos que nosso " mundinho " seja invadido por elas ou controlado por outros.

Um dia uma amiga me disse , " todo miniaturista é um controlador " realmente ela tem razão porque quando fazemos nossas obras , trazemos para o real algo que existe apenas no nosso pensamento e vamos peça a peça construindo nosso mundinho , mas quando levamos isto a público , nossas obras prontas , aí este " nosso mundinho " faz com que outras pessoas se permitam sonhar .

Meu amigo e minha amiga , ser miniaturista é viver na " contra mão " , enquanto no mundo as pessoas vão cada dia mais se contaminando pelo " tem que ser assim " nós aqui do outro lado dizemos , olha não tem que ser assim , pode ser como você sonhou , este sentimento nos transforma em pessoas ousadas, ah! sim, para ser miniaturista temos que ser ousados.

(...) Resumindo , passo a você o slogam que usamos na nossa exposição: o miniaturismo é “O momento histórico sendo cristalizado através do olhar mágico e detalhista do miniaturista , encantando e proporcionando uma nova ótica de observar o cotidiano”.

Muitas pessoas com coragem vieram antes de nós e começaram a desbravar este caminho , nós continuamos , sem saber ao certo que virá depois de nós, mas creia muitos e muitos virão. 2008 será um ano diferente para o miniaturismo pois sonhos que tivemos no passado e mantivemos se concretizará e você faz parte dele .

Não desista jamais , porque você é um escolhido para sonhar o sonho de Deus. "

Jussara Teixeira (miniaturista de Ribeirão Preto/SP, organizadora de exposições do miniaturismo no interior paulista)

Imagem: Autor desconhecido

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Minha família e amigos amam miniaturas

"Minha família e amigos amam miniaturas. E valorizam meu trabalho. Primeiro porque os eduquei. Segundo pela qualidade do que faço. Terceiro por verem minha dedicação e amor."
Maria Eugênia Santana - Nina (miniaturista de Salvador/BA)

domingo, 9 de dezembro de 2007

Todos nós começamos do zero

"Todos nós começamos do zero, brincando desde pequenos com caixinhas de fósforos que viravam poltroninhas e brilhavam à nossa frente!!! Eu comecei as artes pintando parede e os móveis velhos da casa, depois fui para o artesanato geral e me deparei com as minis, e delas não saio nunca mais!!!"
Betinha Murta (miniaturista de São Paulo/SP)

Amor e ciúmes a gente tem mesmo

"Amor e ciúmes a gente tem mesmo. Eu, por exemplo, não fico triste quando vendo uma peça de cerâmica. Mas quando se trata de um quadro só falto chorar. Até que a pessoa saia com ele debaixo do braço eu olho 300 vezes para o quadro como que me despedindo dele, e preocupada se ele vai ser feliz com a nova "família". E se a pessoa se distrai (e eu rezo para que ela se distraia) eu passo a mão no quadro como que dando adeus e desejando a ele, mentalmente, muitas felicidades. É nesses momentos que eu tenho a mais absoluta certeza de que eu não regulo bem..."
Márcia Beltracchini (miniaturista)